Jantar de Voluntários
Vai haver uma janta no dia 8 de Outubro, às 20h30 no restaurante "Cardápio do Visconde".
Irão todos receber um convite por carta com todos os detalhes.
Vai haver uma janta no dia 8 de Outubro, às 20h30 no restaurante "Cardápio do Visconde".
Irão todos receber um convite por carta com todos os detalhes.
Subsídios ainda por pagar
Algumas dezenas dos mais de quatro mil voluntários que participaram na organização do Euro'2004 ainda não receberam os prometidos subsídios de alimentação e transporte, no valor de 20 euros diários.A Euro 2004 SA reconhece esta situação e atribui as culpas ao Instituto Português da Juventude, responsável pelo recrutamento dos jovens que trabalharam mais de dez horas diárias e receberam vários elogios.A administração da empresa garante que, pelo menos, até Dezembro, todos os voluntários vão receber os subsídios a que têm direito.
In Record
Muitos beijinhos. Pelo menos foi isso que aconteceu durante o evento que juntou os 300 voluntários que trabalharam no Estádio de Leiria, durante o Euro 2004.
"Estórias" do Euro marcam jovens
“Arrumador de carros” foi a função que Nuno Santos, 29 anos, abraçou durante o Euro 2004. Este engenheiro florestal trocou as árvores e as matas pelo bulício da cidade no dia em que decidiu ser um dos 360 voluntários recrutados pela delegação de Leiria do Instituto Português da Juventude (IPJ) para colaborar no Euro 2004. “Colocaram-me no parque de estacionamento do estádio. O primeiro dia não correu muito bem. Apanhei um escaldão por estar o dia inteiro ao sol sem chapéu. No segundo jogo, já nos forneceram protecção e esteve-se melhor”, recorda Nuno Santos. A experiência de voluntariado no ‘Gymnaestrada’ abriu as portas para a festa do Euro 2004 a Carla Santos, 24 anos. Esta professora de Educação Física de Leiria ficou a coordenar os ‘media’, tal como Miguel Repolho, empresário, 29 anos, da Batalha. “Gosto de ter uma participação cívica na sociedade e é isso que me leva ao voluntariado”, confidenciou Miguel, considerando a experiência “muito positiva”. Além da amizade que os uniu no pós-Euro 2004, muitas histórias vão ficar na memória destes jovens. “Um dos elementos da organização da UEFA perdeu a carteira. Esta foi encontrada por um voluntário que a devolveu com tudo. Dinheiro incluído. A impressão com que o responsável ficou foi tão boa, que em sinal de reconhecimento ofereceu uma quantia simbólica aos voluntários no dia do jantar final”, conta Carla Santos. Joana Querido, natural de Mira de Aire, sublinha a camaradagem e espírito de grupo que se formou entre os elementos do grupo. Responsável pela coordenação dos voluntários esta jovem de 23 anos, estudante de Direito em Coimbra, salienta a importância dos jogos-teste da Leirisport para o “sucesso” do Euro 2004 em Leiria. “Foi dito a nível nacional que as coisas correram muito bem em Leiria e os voluntários tiveram um papel importante nisso”, sublinha Joana, que esteve na organização do Festival Mundial da Juventude em Portugal.
Suíços menos simpáticos
A impressão com que Diogo Rodrigues, 19 anos, ficou dos fotógrafos suíços não foi a melhor. O estudante tinha como função dar apoio à sala dos repórteres fotográficos e “houve uns que foram muito mal-educados com os voluntários, chamando nomes e reclamando de tudo”. Falando de profissionais da comunicação social, Carla lembra que “uma noite, um jornalista estrangeiro ficou sozinho na sala de imprensa até às tantas e com ele ficaram 15 voluntários a guardarem-no”. Diogo recorda ainda outra história com italianos. “Qual não foi o meu espanto quando entra na sala um jornalista da Gazzetta Dello Sport e cumprimenta um colega com um beijo na boca. Já os tinha visto a beijarem-se na cara, agora na boca...” Se os suíços não agradaram, os croatas não serão esquecidos. “Eram muito simpáticos e ficaram encantados com os portugueses. Contaram que estiveram em Espanha e que lá todos falavam em espanhol com eles, ao contrário daqui onde as pessoas se esforçavam por falar em inglês. Revelaram até que mesmo os polícias eram totalmente diferentes dos da Croácia. Até assisti a um grupo a tirar fotos com os agentes da autoridade”, lembra Nuno Santos. As histórias destes jovens surgem à medida que as contam. Ainda falando de polícias, Miguel releva o “gosto especial” que lhe deu “mandar” na autoridade. “Os batedores que acompanharam os autocarros das equipas ao estádio quiseram ver o jogo. Deixámo-los espreitar no túnel, mas eles ‘esticaram-se’ e tivemos de os mandar sair. Foi engraçado, por uma vez, inverter as posições”.
Paulo Gonçalves “in” Ana Santos “out”
Os voluntários não esquecem a atenção que tiveram de Paulo Gonçalves, Delegado Regional do IPJ, que aguarda pela substituição no cargo, e deixam um apelo: “Gostamos muito do Paulo Gonçalves e pedimos que ele continue em Leiria. Ele tem feito muito pelo IPJ e pelos jovens. Paulo Gonçalves, Maria Fialho Teixeira e Carlos Barata foram incansáveis, sempre ao nosso lado”. “O mais importante disto tudo”, salienta Miguel Repolho, “não foram os voluntários, mas o trabalho do IPJ de Leiria, por conseguir com tanto sucesso chamar jovens a todas as iniciativas”. Os jovens não deixam passar sem críticas a acção de Ana Santos, directora nacional do projecto para Voluntariado Euro 2004. “Teve sempre atitudes menos correctas com os voluntários de Leiria. Chegou a recrutar jovens de fora, como se nós não soubéssemos fazer nada. Curiosamente, provámos, quando estivemos sozinhos, que fizemos melhor trabalho que eles”. A responsável terá, inclusivamente, aconselhado os jovens a “fazer ‘delete’” da formação recebida no IPJ de Leiria. “Informou-nos que, depois nos diria quais os lugares que iríamos ocupar. O Euro já passou e ainda estamos à espera que a senhora nos indique as nossas funções”, ironizam. Miguel Repolho prova que o rótulo de “geração rasca” dada aos jovens portugueses não tem sentido. “Ao contrário do que se diz, estamos atentos às questões fundamentais da sociedade. Nós, os voluntários do Euro, somos a prova que os jovens de hoje sabem executar actividades com responsabilidade e sucesso”, remata. Na hora do adeus, todos se mostram receptivos a repetir a experiência. Quem sabe com uma ida ao Mundial da Alemanha, em 2006?
Elisabete Cruz
Pois é amigos! Já temos Blog!
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